21 de setembro de 2011

Um ruído, uma sinfonia




Um ruído bateu à minha porta
Eu fui atender, mas não vi quem ou o que era
Ele já não estava mais lá
Meu corpo todo estremeceu
Eu sabia que não fora uma batida qualquer

Poderíamos aprender a conviver
E transformaríamos esse ruído numa sinfonia

Fechei a porta, mas não tranquei
Deixei a chave do lado de fora
Pois eu sei que esse ruído voltará
E me atormentará
Mas prefiro que seja assim

Quando ele vier, espero saber se continuarei aqui
No desconforto do meu mundo
Ou atravessarei as paredes tão visíveis que nos separam

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