31 de dezembro de 2011

I See the Light



Dois mil e onze. Besta eu que não acreditei nos fatos-previsões que dois mil e dez me trouxe.

Assim como anteriores e muitos que espero ansiosamente vir, foi um ano recheado de novidades, conquistas, perdas e reflexões. Mas sem dúvida tudo isso veio de uma forma nova, de uma forma intensa. Única.

Desejo por meio desta mensagem agradecer a todos que de alguma forma esteve presente em minha vida neste ano. Aprendi que tudo, TUDO que acontece (ou deixa de acontecer) pode servir para muitas coisas, mas, sobretudo para aprender.

Por fim, desejo a todos que aproveitem com todas as suas forças 2012, porque 2013 “pode nem chegar”. #fimdomundofeelings

E enquanto o novo ano não chega estou da janela a observar as lanternas flutuantes. "Tudo é novo pois agora eu vejo. É você a luz." =)

20 de dezembro de 2011

On the Road


Eu, passageiro
Saí de casa hoje decidido a deixar pra trás a mesmice
Aventurei. E vivi essa aventura.
Atravessei os Andes do Recôncavo
Cansado? Muito.
Satisfeito? Com certeza!
E quem disse que Papai Noel não existe?
Ele apenas tem vários nomes e executa seus planos mirabolantes de várias formas
Quem precisa respirar quando se pode estar em seus braços?
Quem precisa de lar se com você me sinto em casa?
Meu destino, você.

21 de setembro de 2011

Um ruído, uma sinfonia




Um ruído bateu à minha porta
Eu fui atender, mas não vi quem ou o que era
Ele já não estava mais lá
Meu corpo todo estremeceu
Eu sabia que não fora uma batida qualquer

Poderíamos aprender a conviver
E transformaríamos esse ruído numa sinfonia

Fechei a porta, mas não tranquei
Deixei a chave do lado de fora
Pois eu sei que esse ruído voltará
E me atormentará
Mas prefiro que seja assim

Quando ele vier, espero saber se continuarei aqui
No desconforto do meu mundo
Ou atravessarei as paredes tão visíveis que nos separam

20 de agosto de 2011

Triste Fim de Brás Cubas e um Recomeço

 
Hoje, férias. Amanhã, segundo semestre.

Seja preso ou em fase terminal numa cama, trago papel e caneta à mão.

Hoje, férias. Ontem, calouro. Amanhã e sempre, Lucas Santana.

10 de agosto de 2011

L → S ← M

 
            Quando te avistei descendo a rua foi como se todos os problemas do mundo tivessem sumido. Eu estaria em sua companhia novamente. Sendo esse o prêmio, parecia ter valido à pena todas as minhas chamadas não atendidas. E valeram.

            Quando dei por mim estava de fato com você. O desejo era de que isso durasse para sempre. E a vontade era de demonstrar todo meu êxtase em estar ali, não só com palavras, mas também em atos concretos.

Mas e se não houver recíproca?

O receio de uma possível repressão, um afastamento definitivo entre nós e sabe-se lá mais o quê, bloqueava totalmente minhas tentativas de pensar em agir e deixavam-me apenas na condição de estar. E me sentir a melhor pessoa do mundo por estar ali, com você.

            Quando já era hora de ir, foi difícil entender que era preciso soltar sua mão. E desejo ardentemente que aquele adeus se transforme o mais rápido possível em um até bem breve.

3 de agosto de 2011

Conjecturas


Ele, sinceridade. Ela, sedução.
Ele, calor. Ela, furacão.
Ele, gradativo. Ela, porção.
Ele, vontade. Ela, tentação.
Ele, amor. Ela, paixão.
Ele, amador. Ela, amante.
Ele, café. Ela, lanche.
Ele, Dó. Ela, Lá.
Ele, cama. Ela, sofá.
Ele a ama. Ela, só sabe se amar.

27 de julho de 2011

Ação e Reação



          Uma folha seca soltou-se de uma grande árvore, que há algumas semanas possuía muitas folhas verdes, e foi levada por uma doce brisa que ali passava. A folha, que mudava de posição a todo instante, foi vagando até pousar aos pés de uma garotinha sentada em um banco da praça, onde tomava um delicioso sorvete de morango. A garota, que observara todo o percurso da folha seca, abaixou-se para apanhá-la e sem perceber o perigo, seu sorvete escapuliu de sua mão e caiu em cima de um monte de areia que ela havia juntado minutos antes com os pés. O monte, agora úmido, se desmanchou e em pouco tempo, chegou até ele um grupo de formigas organizadas em fila.