Quando te avistei descendo a rua foi como se todos os problemas do mundo tivessem sumido. Eu estaria em sua companhia novamente. Sendo esse o prêmio, parecia ter valido à pena todas as minhas chamadas não atendidas. E valeram.
Quando dei por mim estava de fato com você. O desejo era de que isso durasse para sempre. E a vontade era de demonstrar todo meu êxtase em estar ali, não só com palavras, mas também em atos concretos.
Mas e se não houver recíproca?
O receio de uma possível repressão, um afastamento definitivo entre nós e sabe-se lá mais o quê, bloqueava totalmente minhas tentativas de pensar em agir e deixavam-me apenas na condição de estar. E me sentir a melhor pessoa do mundo por estar ali, com você.
Quando já era hora de ir, foi difícil entender que era preciso soltar sua mão. E desejo ardentemente que aquele adeus se transforme o mais rápido possível em um até bem breve.